
Na maioria das vezes, o pico glicêmico é resultante do consumo de carboidratos refinados ou açúcares. Comer alimentos com esses ingredientes na composição tende a aumentar de forma rápida e acentuada a glicose, ou seja, o nível de açúcar no sangue. Todo esse processo ocorre entre 60 a 90 minutos após a refeição
A coluna Claudia Meireles requisitou a endocrinologista e metabologista Larissa Pimentel para saber: o que deve ser feito após um pico de glicose? A médica é preceptora de residência em endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN).
A especialista em climatério e menopausa salienta que “alguns comportamentos simples e baseados em fisiologia” podem auxiliar no controle do índice do açúcar no sangue.
A endocrinologista dá mais alguns conselhos que devem ser colocados em prática a longo prazo. “Busque construir massa muscular, pois uma boa composição corporal, com massa magra, aumenta a sensibilidade insulínica”, endossa. Larissa bate na tecla sobre o músculo ser o “maior órgão consumidor de glicose.”
“Mulheres com mais de 40 anos perdem massa rapidamente no climatério. Isso aumenta a resistência insulínica”, argumenta a especialista. Ela frisa que o treino de força é uma intervenção metabólica fundamental.
Outra recomendação da metabologista envolve ajustar o sono e o estresse por aumentar o cortisol e reduzir a sensibilidade à insulina no dia seguinte. “Não deixe de passar por uma avaliação médica contínua, assim como por toda uma equipe multidisciplinar”, instrui Larissa Pimentel.
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