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Empresário é condenado a 27 anos por matar idoso com voadora

Tiago Gomes de Souza foi condenado em regime fechado por matar um idoso de 77 anos com uma voadora após uma briga de trânsito. Cabe recurso

14/01/2026 às 10h34
Por: Redação Fonte: Metrópoles
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Empresário é condenado a 27 anos por matar idoso com voadora

O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão por ter matado um homem, de 77, na frente do neto dele, após desferir uma voadora (veja abaixo), em Santos, no litoral sul de São Paulo. O caso aconteceu em junho de 2024, e a condenação foi definida na madrugada desta quarta-feira (14/1).

Imagens registradas por uma câmera de monitoramento mostram o momento em que Tiago corre em direção ao idoso e desfere um chute frontal no tórax, conhecido como “voadora”, fazendo com que a vítima caísse imediatamente no chão, já desacordada.

Segundo a Justiça, inicialmente, a pena deve ser cumprida em regime fechado. Tiago foi considerado culpado pelo crime de homicídio, com o agravante de a vítima ter mais de 60 anos. O condenado ainda pode recorrer da decisão.

Voadora após briga de trânsito

  • O aposentado Cesar Fine Torresi, de 77 anos, caminhava pela Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, ao lado do neto de 11 anos, no dia 08 de junho de 2024, quando os dois decidiram atravessar a via na lateral de um shopping.
  • Segundo relatos colhidos pela polícia, o trânsito estava parado e o semáforo fechado no momento da travessia.
  • Durante a passagem entre os carros, o veículo conduzido pelo empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, se aproximou em alta velocidade e precisou frear bruscamente para não atingir o avô e a criança.
  • Ainda conforme o boletim de ocorrênciaapós a freiada repentina, o motorista avançou com o carro em direção às vítimas.
  • Assustado, Cesar teria se apoiado no capô do automóvel para evitar ser atingido. Testemunhas relataram que a atitude foi suficiente para irritar o condutor, que desceu do veículo logo em seguida.

Com a queda, o aposentado bateu a cabeça no asfalto e sofreu traumatismo craniano. Pessoas que estavam no local, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e um médico que passava pelo local tentou prestar os primeiros socorros até a chegada da ambulância. Cesar foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde sofreu três paradas cardíacas.

Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi constatada horas depois. O neto da de Cesar, presenciou toda a agressão.

Choro na reconstituição do crime

Após a agressão, Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, tentou se esconder em um comércio próximo ao local do crime, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco tempo depois.

Na denúncia apresentada à Justiça, o promotor Fábio Perez Fernandez, do Ministério Público, afirma que o empresário desferiu uma “voadora” contra o peito do idoso e assumiu o risco de causar a morte da vítima, o que caracteriza homicídio doloso (intencional) qualificado.

Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal seguida de morte, crime com pena prevista de 4 a 12 anos de prisão, mas o MPSP discordou dessa classificação e passou a pedir a condenação por homicídio doloso, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

A reconstituição do crime foi realizada no local da agressão, em junho de 2024, ao lado do Shopping Praiamar, em Santos, com a presença do acusado, do advogado Eugênio Malavasi, de representantes do Ministério Público e de autoridades policiais. Durante o procedimento, dezenas de pessoas acompanharam a reconstrução da cena e protestaram contra o empresário, chamando-o de “assassino” e “mentiroso”, em um clima de forte comoção popular.

Ao relatar a dinâmica dos fatos aos investigadores, Tiago chorou em vários momentos, se jogou no chão, se ajoelhou e pediu desculpas. Segundo a polícia, no mesmo dia da reconstituição, ele confessou a agressão e afirmou fazer uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra. Na época, a defesa alegou que o empresário teria tido um ataque de fúria após ser advertido pelo aposentado, versão que é contestada pelo Ministério Público, que sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e com uso de violência extrema.

Redação do Portal Morena Web.

Fonte: Metrópoles.

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